Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
Por mais que se acredite piamente em qualquer coisa, quando se tem uma, duas, três, quatro.... experiências que demonstram o contrário, seria ridiculo continuar com essa fé desmedida. No mínimo, há que desconfiar que, se calhar, aquilo não é bem assim.

Escrevo a propósito de uma dos assuntos mais recorrentes na minha existência: relações, nomeadamente de amizade.
Já escrevi sobre isso aqui, e volto a escrever porque sinto que tenho dado mais alguns passos no sentido de me curar desta coisa crónica que é pensar que se eu quero dedicar-me a uma amizade, a outra pessoa tem que fazê-lo exactamente da mesma forma. Erro recorrente na minha vida!
Na verdade sempre tive uma espécie de fobia em pensar que os meus grandes amigos se transformariam em conhecidos, por este ou aquele motivo da vida. Este pensamento de que eu poderia e deveria fazer diferente, tem-me levado a estados de quase insanidade mental.
Porém, acho que finalmente encaixei que tenho que me deixar disto. E constatei que sim, há amigos que se vão tornar, ou já se tornaram meros conhecidos e outros nem isso.
E sim, as pessoas crescem, arranjam outras pessoas, arranjam outras prioridades, fazem escolhas. E por mais que custe, os amigos, que antigamente estariam em primeiro plano, passam para segundo ou terceiro. É a lei da vida e eu não vou mais contrariá-la.
Porquê? Porque sempre que a tentei contrariar, as mazelas foram muitas, e os ganhos tão poucos que se perderam no meio de feridas e cicatrizes.
Não consigo, e dificilmente conseguirei, viver relações que não sejam honestas e verdadeiras, mas vou dar na medida em que recebo, e não mais do que isso.

Pronto, mais um dos meus desabafos relacionais!


apoquentado por Béu às 19:34 | linque da apoquentação | mandar pitafe

2 pitafes:
De Anónimo a 11 de Abril de 2008 às 16:50
Béuzinha,
Como entendo estas tuas palavras!
O meu destino profissional levou-me a bem longe da terra, da família e dos amigos, o que me fez sofrer muito. Claro que por lá nasceram outras amizades, mas algumas que deixei para trás também floresceram. Infelizmente (ou não) muitas outras se perderam e, depois de tanto insistir, acabei por me resignar ao facto de já não haver espaço para mim nas vidas dos que já não ligam, não tomam café, não mandam um SMS ou sequer um e-mail a dizer "tá td bem ctg?"...
Recordo-me bem que sempre cuidaste por me abrir os olhos e por me trazer ao mundo das pessoas e das amizades verdadeiras, coisa que aqui o "bichinho do mato" não prezava tanto ou, melhor ainda, nem sequer se apercebia de que havia coisas que ditas, magoavam, e outras que, não ditas, magoavam ainda mais!
E agora que penso nisso, essa tua faceta, a de te preocupares zelosamente por todos e por cada um dos teus Amigos, fazem-me sentir que a distância que nos separa e o tempo em que crescemos sem darmos notícias, podem ser facilmente ultrapassados com um simples café de domingo!
Beijo, até lá...
HJ


De _Samuel a 24 de Junho de 2009 às 21:59
Agora que vou para a universidade, que vou deixar a minha terrinha no Alentejo para viver em Lisboa, dou por mim a chorar a cada palavra deste teu post (trato-te por tu porque sim, não é falta de respeito)... também "sempre tive uma espécie de fobia em pensar que os meus grandes amigos se transformariam em conhecidos" e acredita sei que isto vai acontecer. No meu grupo de secundário ainda não foi cada um à sua vida e a verdade é que já está cada um para seu lado... E sabes o que mais me custou/custa? Sinto que apenas eu me esforço para contrariar essa situação...Coisas da vida. Adoro o teu blog.


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